A Carta Agrícola e Florestal de Portugal relativa ao Algarve foi publicada na escala de 1/25.000 pelo Serviço de Reconhecimento e de Ordenamento Agrário (actualmente DGADR - Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural) nos anos de 1950. A Carta é subdividida em Folhas, seguindo a matriz da Carta Militar de Portugal publicada pelo CIGeoE - Centro de Informação Geoespacial do Exército. A região algarvia está distribuída por 47 Folhas.

Os trabalhos de campo relativos às Folhas 'algarvias' foram efectuados em 1950 e 1951 (ver imagem acima). A actualização da informação, antes da edição definitiva e publicação, ocorreu em 1957, excepção feita para a Folha 601, que foi em 1958 (ver imagem abaixo). A Folha 589 não tem indicação de quaisquer datas.

 

A Carta Agrícola e Florestal de Portugal tem uma Legenda bastante detalhada e complexa, não hierarquizada, que permite distinguir as características dominantes da agricultura e reproduzir a complexidade das formas de ocupação do solo. Estas formas de ocupação estão expressas através de letras (culturas agrícolas ou florestais, predominantemente), símbolos (ocupações mistas, ou seja, associações ou mosaicos de culturas, ou presença de árvores dispersas, predominantemente) e cores (distintos aproveitamentos sob-coberto ou inexistência do mesmo).

O ALGARVE FLORESTAL NA DÉCADA DE 1950

O Algarve, na década de 1950, contava com cerca de 755 km2 (15,1% da região) ocupados com espécies florestais. Desse total, cerca de 1/4 em sistemas agro-florestais (ou seja, espécies florestais em conjugação com culturas arvenses, hortas, pomares, olivais, vinhas e/ou pastagens) e cerca de 3/4 em florestas.

 

O sobreiro era a espécie mais representativa, com cerca de 485 km2, seguido da azinheira, com 195 km2. O pinheiro bravo ocupava cerca de 55 km2 e o pinheiro manso 38 km2. O eucalipto limitava-se a uma área pouco superior a 25 km2 e, consequentemente, estava no final da lista das cinco espécies florestais mais relevantes no Algarve. As invasoras e exóticas quase não tinham expressão.

 

A ocorrência de sobreiros e azinheiras em sistemas agro-florestais era considerável: respectivamente 23 e 57% das suas áreas totais. Em oposição, pinheiros bravos, pinheiros mansos e eucaliptos pouco surgiam em sistemas agro-florestais, e eram então espécies assumidamente florestais.

SOBREIROS, AZINHEIRAS, PINHEIROS E EUCALIPTOS NO ALGARVE, NA DÉCADA DE 1950

contributos cartográficos para a história do uso agro-florestal do solo na região algarvia

  • publicação científica - em breve

 

ALGARVE FLORESTAL em números - aqui

SOBREIRO   Quercus suber  L.

  • cartografia detalhada - aqui

  • shapefile - em breve

AZINHEIRA   Quercus rotundifolia  Lam.

  • cartografia detalhada - aqui

  • shapefile - em breve

PINHEIRO BRAVO   Pinus pinaster  Aiton

  • cartografia detalhada - aqui

  • shapefile - em breve

 

PINHEIRO MANSO   Pinus pinea  L.

  • cartografia detalhada - aqui

  • shapefile - em breve

EUCALIPTO   Eucalyptus globulus  Labill. e Eucalyptus camaldulensis  Dehnh.

  • cartografia detalhada - aqui

  • shapefile - em breve

O ALGARVE

na Carta Agrícola e Florestal publicada na década de 1950