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UMA MÃO NO (FORNO DO) CARVÃO

foi fotografado em dois dias, em Abril e Junho de 2017, na pequena aldeia de Corte Figueira, concelho de Almodôvar. O sr Joaquim tem aí um forno de carvão e por ano faz meia dúzia de carvoeiras. Trabalha sozinho e faz praticamente de tudo: apanhar a lenha, sempre de azinho, limpá-la cuidadosamente para retirar pedras e terra das raízes, encher o forno, colocá-lo a arder, abrir ou fechar os 'ouvidos' (respiradouros) e esperar que o carvão fique perfeito. Depois, sempre com alguma ansiedade, abre o forno. Só nesse momento se assegura que o carvão está como desejado. E vai então tirando o carvão do forno para, de seguida, o ensacar.

 

Os compradores habituais aparecem à sua porta para comprar e levar o carvão até ao destino final. 1 kg carvão é vendido por € 0,40, 1 saca de carvão tem, em média, 15 kg de carvão e uma fornada de azinho permite encher, em média, 190 sacas.

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De S. Brás de Alportel diz-nos o seu prior, em 1757, tratar-se duma modesta aglomeração de gente pobre, que fabricava o carvão na Serra e o enviava para Faro.

Silva Lopes, 1841, p. 375

Ler mais:

 

AZINHEIRA (Quercus rotundifolia)  na flora-on.pt

 

PÚBLICO

Fornos de carvão sufocam aldeia alentejana de Amieira

24 Ago 2004 : 48

Para levar a cabo esta série fotográfica foi utilizada uma câmara FUJIFILM X-T2 e as objectivas Fujinon 16mm F1.4 R WR e 23mm F2.0 R WR. Foi somente utilizada a iluminação ambiente dos diversos espaços onde as fotografias foram feitas. Para a pós-edição das imagens recorreu-se aos Profiles ACROS (b&w) e Classic Chrome (cores) da Fujifilm e a alguns ajustamentos adicionais executados com Adobe Lightroom CC e Adobe Photoshop CC.