CULATRA • 68 anos de crescimento do núcleo habitacional • 1947 a 2015

As nove imagens que compõem a animação acima são datadas, sequencialmente, de 1947, 1951, 1958, 1972, 19761989, 2002, 2007 e 2015. Foram fornecidas pelo Centro de Informação Geoespacial do Exército (Lic. Utiliz. n.º 198/2017) e pela Direção-Geral do Território (Lic. Utiliz. n.º 505/2017) no âmbito de um estudo para a 'Caracterização do desenvolvimento histórico do núcleo habitacional da Culatra e das festas anuais em honra de N.ª Sr.ª dos Navegantes'.

 

Para as mesmas datas está, abaixo, representada a área ocupada com construções no núcleo habitacional. Todos os levantamentos foram executados a partir de foto-interpretação das referidas imagens e depois desenhados em SIG.

Todas as imagens e animações estão protegidas por direitos de autor e propriedade intelectual.

Consequentemente, qualquer utilização não autorizada por escrito é totalmente ilegítima e ilegal.

Foi muito apreciável o crescimento do núcleo habitacional da Culatra ao longo dos 68 anos estudados. Em 1947 limitava-se a uma área de cerca de 4.750 m2 e em 2015 quase atingia os 49.600 m2, ou seja, uma área 8,6 vezes superior. Tal crescimento pode ser sub-dividido em três fases:

  1. Entre 1947 e 1972, período em que a área ocupada era pequena e era também baixa a taxa anual de crescimento; as construções eram em 'barrão' e o número de residentes seria da ordem das 350 pessoas.

  2. Entre 1972 e 2002, período que abarca o pós-Abril de 1974 e a 'liberdade' para construir sem limitações substantivas, a par da substituição das construções em 'barrão' por construções em alvenaria de pedra e tijolo, maiores e mais confortáveis; em 1989 já residiam na Culatra quase 700 pessoas e em 1992 chegou a energia eléctrica, com a óbvia melhoria das condições de vida; nesta segunda fase a taxa anual de crescimento aumentou quase cinco vezes, quando comparada com a da fase anterior; no final da segunda fase residiam no núcleo habitacional cerca de 950 pessoas.

  3. Entre 2007 e 2015, período em que a pressão das entidades oficiais para não surgirem novas construções passou a ser muito forte, a par das recorrentes ameaças de demolição das casas 'ilegais e clandestinas'; a água potável da rede pública e o saneamento básico chegaram ao núcleo habitacional no final de 2009, onde residiam já mais de 1.000 pessoas; a área construída não deixou de estar sempre a aumentar, embora a taxa anual de crescimento tenha voltado a ser reduzida, para valores só ligeiramente superiores aos da primeira fase.

 

O crescimento do núcleo habitacional da Culatra está apresentado abaixo. Os pentágonos representam os nove momentos analisados, a linha curva o padrão contínuo de crescimento, e as três linhas rectas pontilhadas as fases do crescimento.