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Madeira!


De férias na Madeira.

No início, na verdade, as expectativas não eram particularmente grandes...

N.ª Sr.ª de Fátima e do Funchal

... mas as surpresas rapidamente se foram sucedendo e a ilha alcunhada de pérola atlântica faz valer o seu nome!

Na Madeira justifica-se, por exemplo, visitar o Museu da Baleia, localizado no Caniçal e inaugurado em 2011.É um testemunho da história da caça à baleia nos mares da ilha e, também, um ponto de informação sobre a ecologia, a biologia, a conservação e a investigação científica sobre os cetáceos que habitam as águas da região autónoma...

E fica a vontade de visitar o Museu Vicentes, de photographia, que está actualmente encerrado para obras. No entanto, algumas imagens que podem ser vistas no Funchal, no centenário The Ritz, são de fazer crescer água na boca...

Nas proximidades do Aeroporto, em Santa Cruz é possível ver a piscina de marés desenhada pelo Arq Alfredo Matos Ferreira em 1965, construída entre 1965 e 1975 com o Dr Américo Nery Durão, na quinta deste último. Sobre o projecto da piscina de marés escreveu o Arq Álvaro Siza Vieira: viria a construir-se uma piscina de marés, sobre as rochas da costa da Madeira (...), a partir de um seu esquisso traçado sobre elementar planta topográfica, olhando fotografias, recorrendo à memória. O esquisso não revelara a modernidade que contém.

Piscina de Marés desenhada pelo Arq Alfredo Matos Ferreira em 1965 - Santa Cruz

Também as paisagens naturais são mais que muitas e todas elas cativantes! Por exemplo, a da Ponta de São Lourenço, no extremo Este da ilha. O dia estava frio, cinzento e chuvoso mas mesmo assim fiz algumas fotos, como a panorâmica (de seis imagens fundidas no Photoshop CC) que está abaixo. A consulta da Carta Geológica da Madeira permite interpretar um pouco melhor a paisagem.

Enquanto fotografava, a minha mulher e o meu filho abrigavam-se das agruras climatéricas. E um outro fotógrafo, Dan Heller, entretinha-se a fotografá-las. Mas como era um FUJIsta, tudo correu pelo melhor ;-)

Dan Heller, fotógrafo americano, a fotografar a minha mulher e o meu filho com uma Fuji X-T2 ;-)

Foi um momento divertido, só superado nesse fim de tarde por uma sessão de fotografia de noivos...

Insólitos para um casamento!

Incontornável é a experiência de viajar alguns minutos no Teleférico da Rocha do Navio, na costa norte da ilha, no concelho de Santana. Por € 5,00 é possível descer e subir entre o miradouro e o mar, com uma avassaladora parede de rocha e vegetação a um lado, o oceano do outro, o Ilhéu da Viúva ao fundo e alguns terrenos agrícolas por baixo. Do navio já só existe a memória de um holandês que naufragou nesta costa quase sempre agitada, no séc. XIX...

Teleférico da Rocha do Navio, desde lá no alto, no miradouro, até ao mar...

Mas quem quiser quase ficar sem respirar por uns minutos e não sofrer de vertigens, o melhor mesmo é ir até ao Miradouro do Cabo Girão! Está a 580 metros de altitude e tem um chão em vidro, quase transparente. É uma experiência verdadeiramente fantástica...

Miradouro do Cabo Girão

A paragem seguinte terá de ser em Câmara de Lobos, uma pequena vila piscatória (e turística). Por muitos motivos e, especialmente, pela Poncha Regional do Snack-bar Agrela. A verdade é que chegámos até lá por recomendação de um pescador local que estava no porto, atarefado com um barco, e não nos arrependemos!

Câmara de Lobos e o Snack-bar AGRELA

É um daqueles locais que parece não existir. Fica numa ruela, perpendicular à rua dos turistas, e é um mundo diferente. O Sr Agrela, sem perder tempo em muitas conversas, preparou-nos umas ponchas regionais e um peixinho para aconchegar. No snack-bar passavam e paravam os locais e alguns turistas, vivia-se intensamente e, claro está, o 'maluco' da terra não deixou de marcar presença!

Por último, fui por instantes à descoberta do Funchal. Perdi-me pelo Mercado dos Lavradores entre o peixe (espada preto), as frutas e legumes, o costureiro das malaguetas, a garrafeira do 'milhão' de garrafas e a conversa com as pessoas... Entre as muitas 'coisas' que aprendi, às sextas e sábados o mercado é muito frequentado pelos funchalenses, e enche-se de vendedores e compradores locais. No primeiro andar, menos turístico, os preços baixam. Nos restantes dias é mais frequentado por turistas. Mas é sempre um fenómeno ;-)

E no final destes dias na Madeira é impossível deixar de referir as semelhanças entre esta ilha atlântica portuguesa e algumas ilhas atlânticas cabo-verdianas. Santiago, Brava e Santo Antão passaram quotidianamente à frente e atrás dos nossos olhos...

#Madeira #CaboVerde

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BLOG | Nuno de Santos Loureiro